Human Due Diligence: a ferramenta crucial em M&A
A Human Due Diligence constitui-se actualmente como uma ferramenta de gestão crucial em processos de M&A, como já referimos em artigo anterior (sobre este tema, não deixe de consultar também a Harvard Business Review)
No artigo de hoje analisamos como esta ferramenta se operacionaliza em contexto de projecto nas organizações.
A IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROJECTO DE HDD
As pessoas, quer da organização proponente/adquirente quer da organização-alvo, constituem o factor determinante para que a transacção constitua uma vantagem competitiva para o negócio. Num projecto de M&A, a primeira questão que se coloca é saber qual o propósito da fusão/aquisição. De seguida, surgem duas outras questões que consistem em saber qual a estrutura organizacional futura e qual a cultura que a nova organização vai adoptar.
Assim, é fundamental que os temas relacionados com as pessoas sejam identificados e tratados com cuidado, como parte decisiva do processo mais global da Due Diligence.
A Human Due Diligence examina essencialmente a cultura corporativa e a estratégia de Recursos Humanos da organização-alvo para avaliar as compatibilidades com a organização adquirente e identificar os riscos, isto é, procura identificar e quantificar o impacto dos Recursos Humanos na transacção, possibilitando, assim, o desenvolvimento de planos de harmonização e integração.
Um projecto de Human Due Diligence deve recolher e avaliar informação que cubra os domínios culturais e organizacionais chave, através de:
1. Auditoria de human capital, de forma a qualificar, com precisão, as necessidades e definir, com rigor, o roadmap de intervenções ao nível da reengenharia de processos;
2. Diagnóstico organizacional, que identifique a cultura organizacional preconizada e a cultura vigente, de forma a identificar os gaps de transformação organizacional que devem orientar a definição de políticas de gestão de pessoas;
3. Análise da estrutura de gestão, nomeadamente ao nível da visão e estratégia de negócio, níveis de autoridade, responsabilidade e processos de tomada de decisão;
4. Identificação dos colaboradores-chave a reter na organização.
A decisão de fusão/aquisição fica assim facilitada, já que as informações recolhidas permitem:
- Determinar a estrutura da organização e resolver os conflitos no processo de tomada de decisão;
- Fixar o quadro da cultura fusionada e estabelecer o processo de migração para a nova cultura;
- Preencher rapidamente os lugares de topo e decidir como reter os talentos chave;
- Implementar programas para ganhar o coração e a mente dos restantes colaboradores.
Todavia, tomada a decisão de M&A, a rapidez com que é comunicada e concretizada torna-se determinante para o seu sucesso.
Nesta perspectiva e, relativamente às pessoas, as primeiras iniciativas devem consistir em:
a) Implementar uma estratégia de Employer Branding, alinhada com a estratégia de refundação da marca corporativa e da política de comunicação institucional, de forma a desenvolver uma política de comunicação interna (que funcione como enabler da transformação) e uma política de talent attractiveness junto do mercado de trabalho;
b) Implementar diversas streams de trabalho, ao nível das ferramentas e modelos estruturantes de gestão de pessoas:
- Harmonização de remunerações e benefícios;
- Tipologia de Funções e Modelo de Carreiras;
- Gestão do Desempenho;
- Política de Recompensas;
- Modelo de Gestão do Talento e Políticas de Sucessão
- Processos de Recrutamento, Acolhimento e Integração, etc.
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Tags: human capital, human due diligence
