Positive Leadership
“O que o ajuda a ter sucesso na vida: conhecer e procurar melhorar as suas fraquezas ou conhecer e desenvolver os seus pontos fortes?” Esta foi a questão que a Gallup colocou a milhares de indivíduos num estudo que envolveu população do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, França, China e Japão. A maioria das pessoas em todos os países estudados mostrou focar-se essencialmente nos seus pontos fracos.
A questão que naturalmente nos ocorre é: “E isso resulta?” Não. Não é com o enfoque nas dificuldades que as pessoas tendem a obter os melhores desempenhos.
Quando um colaborador é confrontado com algo de negativo no seu desempenho, uma resposta emocional negativa tende a ocorrer. A amígdala, o órgão responsável pela memória emocional, é activada e perante o contexto de perigo, o processo fisiológico do stress desencadeia-se, conduzindo a descargas hormonais como a adrenalina e o cortisol que geram o desconforto típico das emoções negativas e conduzem a uma inibição cortical. Ou seja, o indivíduo bloqueia, já que deixa de ter acesso às suas funções corticais superiores: à resolução criativa de problemas, ao raciocínio lógico-dedutivo, competências frequentemente esperadas para resolver “o problema” que lhe é apresentado. Em vez disso, o colaborador activa os seus mecanismos de defesa e vê-se apenas capaz de responder com base nas experiências anteriormente aprendidas e tornadas automáticas. Neste confronto com o fracasso, desenvolve-se a importante aprendizagem do medo de falhar, o que reduz a proactividade e o sentido de competência.
O que fazem os líderes que conseguem levar as suas equipas a ultrapassarem as dificuldades de forma a integrarem essas experiências como uma aprendizagem útil, superando-se e encontrando criativamente meios de as resolver, reforçando o seu sentido de competência e estimulando a proactividade?
Os estudos de Fredrickson sobre o papel das emoções positivas revelam que, quando os líderes se focalizam essencialmente nos sucessos, nas forças e nas virtudes, os colaboradores experimentam mais emoções positivas, o que os torna mais criativos, mais propensos a aproveitar oportunidades e, consequentemente, revelam melhor desempenho.
Quando o enfoque é colocado nos nossos sucessos, nos nossos pontos fortes e nas nossas virtudes, tendemos a sentirmo-nos mais autoconfiantes e valorizados, por isso somos mais proactivos, persistentes, sentimo-nos mais motivados para alcançar os nossos objectivos, tornando-nos, portanto, mais eficazes. Estes resultados são corroborados pelos trabalhos de Diener que conclui que os sentimentos positivos estão relacionados com vários resultados desejáveis no trabalho: “os colaboradores felizes são mais produtivos, recebem mais promoções e os supervisores felizes obtêm melhores resultados nas avaliações que os seus colaboradores lhes fazem.”
Na verdade, quando a Gallup International entrevistou milhares dos maiores gestores do mundo descobriu que estes perdem pouco tempo a tentar melhorar as principais dificuldades dos colaboradores das suas equipas. Em vez disso, investem o seu tempo a aprender quais são os talentos de cada um e gerem as suas equipas, colocando o enfoque naquilo que cada um faz melhor.
Os estudos sobre o funcionamento cerebral e o papel da Felicidade na optimização do capital humano que tem ocorrido nas últimas duas décadas deu origem ao emergir do movimento da Psicologia Positiva que promete uma revolução no papel das organizações e, em particular, no papel do líder.
Deste espera-se uma Liderança Transformacional e a estimulação da motivação intrínseca dos indivíduos que compõem as suas equipas, alicerçando a sua acção no reforço e desenvolvimento do talento, através do feedback positivo atento e constante, do aumento da autonomia, na introdução de práticas de trabalho participativas, sustentando a criatividade e encorajando a rede de trabalho.
Na Alter Via, ajudamos executivos e organizações a desenvolverem-se através destas novas abordagens. Contacte-nos.
Partilhamos ainda um breve vídeo de Barbara Fredrickson sobre emoções positivas:
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